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17/03/2017
› Obra “Compartilhando Êxitos” conta a experiência de Viamão

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) lança o livro “Compartilhando Êxitos”, obra que dá visibilidade às experiências exitosas dos 15 municípios considerados prioritários no enfrentamento da epidemia de HIV/Aids no RS.

 

A obra é fruto do trabalho da Cooperação Interfederativa, criada há três anos no Estado por meio de um acordo celebrado entre o Ministério da Saúde, Secretaria Estadual da Saúde e Secretarias Municipais de Saúde. Foram elencados 15 municípios prioritários para que as ações fossem desenvolvidas: Porto Alegre, Viamão, Alvorada, Guaíba, Esteio, Gravataí, Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Cachoeirinha, Sapucaia do Sul, Caxias do Sul, Rio Grande, Uruguaiana e Santana do Livramento. Juntas, essas cidades concentram 64% dos casos de Aids no Estado.

Também são abordadas na publicação as ações implementadas visando a superar os desafios atuais e futuros no enfrentamento e prevenção do agravo. Com essas cidades, foi pactuada a meta 90-90-90, que até 2020 projeta ter 90% das pessoas vivendo com HIV sabendo que têm o vírus, 90% destas recebendo tratamento antirretroviral e 90% das pessoas em tratamento tendo carga viral indetectável. Isso permite a garantia de qualidade de vida ÀS PESSOAS VIVENDO COM hiv E aIDS e a redução do risco de transmissão do vírus.

Dados de 2015 indicam que, no Rio Grande do Sul, havia cerca de 90 mil pessoas vivendo com HIV/Aids. Dessas, 83% tiveram o diagnóstico estabelecido, sendo que 92% dos diagnosticados foram vinculados a um serviço de saúde. Dos diagnosticados, 77% aderiram ao tratamento. Dos 64% de usuários que possuem diagnóstico e se encontram em terapia antirretroviral, 56% atingiram a supressão da carga viral.

Dados epidemiológicos no RS

A taxa de incidência de Aids no Rio Grande do Sul vem apresentando redução progressiva, passando de 43,1 novos casos por 100 mil habitantes em 2012 para uma taxa de 34,7 em 2015. Porém, o RS ainda é o estado com a maior taxa de incidência no Brasil.

Há, também, a tendência de queda da taxa de detecção de Aids em menores de cinco anos no RS. O dado tem sido utilizado como indicador para monitorar a transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV, sendo que o RS apresentou uma redução de 59%, passando de 13,2 para 5,2 por 100 mil habitantes, entre os anos de 2003 a 2015. No Brasil, esta taxa passou de 5,6 para 2,5/100 mil habitantes, no mesmo período.

Já a taxa de detecção de gestantes com HIV no Brasil vem apresentando tendência de aumento, sendo de 2,1 casos para cada mil nascidos vivos em 2006, passando para 2,7 em 2015. O RS ocupa o 1º lugar no ranking dos estados com a maior taxa de detecção de HIV em gestantes desde 2000, atingindo seu ápice em 2015, com 10,1 por mil nascidos vivos.

Ações nos municípios

O livro apresenta a narrativa de experiências do cotidiano referentes às ações estratégicas de enfrentamento da epidemia, realizadas pelos municípios. Inovação é a marca de Viamão, com propostas junto à população e articuladas com a rede de atenção. Mostra a experiência de ações educativas interativas e lúdicas com forte impacto junto aos participantes. O município teve em 2014 uma taxa de detecção de HIV/Aids de 47,4 por 100 mil habitantes, e tem como prioridade a prevenção da infecção no Estado. Dados da cascata do cuidado contínuo estimam que o município tenha 3.119 pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA), sendo que 83,9% delas estão diagnosticadas.

O dia a dia do Centro de Testagem e Aconselhamento Herbert de Souza

O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Herbert de Souza, localizado junto à Unidade de Referência Lomba do Sabão, faz testagens rápidas para diagnóstico da Aids, Sífilis, Hepatite B e Hepatite C, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. OS testes rápidos de HIV e sífilis também podem ser feitos em todas as unidades de saúde do município e o resultado fica pronto em 30 minutos.

O CTA existe há 18 anos. Quando iniciou, em 1999, eram realizados em média 20 testes por mês e disponibilizados 720 unidades de preservativos. Ao longo desses anos, a coordenadora do Serviço de Atendimento Especializado em HIV/AIDS, Maria Letícia Ikeda, conta que houve um avanço nas políticas e no cuidado das PVHA. Hoje, são 1.940 cadastros e desses, 1.300 são ativos, recebendo tratamento e medicamento. “Infelizmente, ainda temos uma demanda reprimida, de pessoas não diagnosticadas e pacientes que abandonam o tratamento por diversos fatores sendo muito importantes a dependencia química e o medo de serem reconhecidos e estigmatizados”, explica.

Maria Letícia revela que seu sonho é que o tema sexualidade não seja tratado como tabu e sim discutido em todos os núcleos sociais, como clubes, associações, igrejas, escola e trabalho. “Só assim conseguiremos atingir todos os púbicos e instruí-los sobre a importância do uso de preservativos bem como outras formas de cuidado, evitando novas infecções por doenças sexualmente transmissíveis”.

Acho que pisei na bola”

Esta é a frase mais mencionada na hora de fazer o teste, seguida de “não me protegi, não usei preservativo” ou “Bebi e não me lembro o que aconteceu.” Para muitos, as ações de prevenção ainda são pouco utilizadas implicando em um número crescente de novas infecções pelo vírus HIV . De acordo com a coordenadora do Serviço de Atendimento Especializado em HIV/AIDS, o município de Viamão apresentou uma taxa de detecção de HIV/Aids de 47,4 por 100.000, sendo um dos municípios prioritários para as ações de prevenção da infecção no Estado. Dados estimam que Viamão tenha 3.119 pessoas vivendo com HIV/Aids, sendo que 83,9% delas estão diagnosticadas. “Assinamos a Carta de Paris em dezembro de 2015 e temos o compromisso de ter até 2020 o controle da Aids no município e, até 2030, a doença não sendo mais uma epidemia”, explica Maria Letícia.

Para fazer o teste é muito simples e não custa nada. Basta ir até à unidade de saúde ou ao CTA e solicitar o exame, não são necessários encaminhamento médico nem jejum. Nas unidades, a testagem é só para o HIV e sífilis, mas no CTA também são feitosos testes para hepatites B e C. Para que a pessoa saia com o laudo em mãos, é preciso que leve consigo um documento de identificação com foto. Se não tiver o documento, o teste é feito do mesmo jeito, a pessoa fica ciente do resultado, mas não leva consigo o laudo.

Fazendo o teste

O primeiro passo é a identificação. Caso não apresente documento, o teste sai como anônimo. Depois, a pessoa aguarda a chamada para o aconselhamento que é realizado por profissionais de saúde. A profissional explica os testes que serão feitos e a importância do uso de preservativo nas relações sexuais como proteção à saúde. Pronto, agora é só passar para o procedimento. Uma picadinha no dedo, que não dói nada. O resultado é dado em 30 minutos.

Para receber o resultado, o cidadão é encaminhado para a sala do aconselhamento onde o profissional de saúde, de forma confidencial, explica o resultado, orienta sobe as formas de prevenção, esclarece dúvidas e realiza a escuta do usuário. Se for negativo, a pessoa é liberada, e orientada sobre estratégias de prevenção. Se o resultado for positivo para HIV, a pessoa é encaminhada para iniciar o tratamento, que deve ser contínuo, pelo resto da vida. “A medicação impede a multiplicação do vírus diminuindo a ação dele sobre as defesas, evitando, assim, o adoecimento por doenças oportunistas, explica a coordenadora do Programa, Maria Letícia Ikeda.

Os esforços para o enfrentamento da epidemia de Aids ocorrem pela dedicação das equipes de saúde, dos gestores, da sociedade civil e de todos aqueles que sistematicamente contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Como estratégia de prevenção o município oferece também a PEP – Profilaxia Pós Exposição – para quem se expôs ao sexo desprotegido. “A pessoa tem até 72 horas após a exposição para iniciar a medicação. A PEP é oferecida no Hospital de Viamão diariamente nas 24 horas do dia. Uma novidade será a introdução do PRÉP – a Profilaxia Pré Exposição, destinada ao público mais suscetível à exposição sexual, que está sendo submetida a consulta pública pelo Ministério da Saúde.

Os preservativos estão disponíveis em todas as unidades de saúde e as pessoas têm livre acesso para retirá-los.

 

Tô Dentro

A partir dos dados e entendendo a necessidade de inovação nas ações de prevenção no público de faixa etária entre 12 e 22 anos, a Secretaria Municipal de Saúde de Viamão desenvolveu o projeto “Prevenção #Tô Dentro – Viamão mais forte contra a Aids”. O objetivo principal era realizar uma atividade que unisse inovação, diálogo com a população-alvo e aprendizado significativo.

O projeto utilizou duas metodologias para abordagem dos temas: exposição interativa e teatro-fórum. Nas duas atividades foram abordados temas como infecção pelo HIV, uso de preservativos, estigma e discriminação, gerenciamento de risco e diagnóstico.

O “Tô Dentro” potencializou os participantes como multiplicadores das informações divulgadas, porque dialoga com os adolescentes a respeito de estratégias em gerenciamento de risco de infecção pelo HIV e outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis). A ação também promoveu o teste rápido para HIV como estratégia de prevenção, além de distribuir e ensinar o uso correto dos preservativos masculino e feminino.

 

Veja os dados de Viamão:

– Em 2015 – Taxa de detecção de novos casos:

Estado – 34,7 por 100.000 habitantes

Viamão – 47,4 por 100.000 habitantes

  • Estima-se que 3.119 pessoas vivam com AIDS em Viamão. Destas, 83,9% estão diagnosticadas.

  • O Serviço de Atendimento Especializado Herbert de Souza possui 1.940 cadastros. Destes, 1.300 estão ativos.

 

Campanha “Prevenção #TôDentro – Viamão mais forte contra a AIDS”:

  • 3.920 estudantes dos ensino fundamental, médio e EJA visitaram a exposição interativa

  • 2.420 alunos de 32 escolas participaram da oficina teatro/fórum

 

  • CTA e SAE Herbert de Souza está localizado na rua Ângelo Silveira, 170, Lomba do Sabão (Parada 32). Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, sem fechar ao meio-dia.

 

Saiba mais:

O que é AIDS?

De acordo com o Ministério da Saúde, a AIDS é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo vírus HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças.

Como é transmitido o HIV?

  • Sexo sem camisinha. Por ser vaginal, anal ou oral;

  • De mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação;

  • Uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa;

  • Transfusão de sangue contaminado com o HIV;

  • Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

Como se previne?

Para evitar a transmissão do vírus HIV, o Ministério da Saúde recomenda o uso de preservativo durante as relações sexuais, a utilização de seringas e agulhas descartáveis e o uso de luvas para manipular feridas e líquidos corporais, bem como testar previamente sangue e hemoderivados para transfusão.

Como é feito o tratamento?

O tratamento da AIDS é feito com medicamentos antirretrovirais que são fornecidos gratuitamente pelo SUS. Estes medicamentos combatem o vírus e fortalecem o sistema imune, mas não curam a doença porque a cura da AIDS ainda não foi descoberta.

 

 

 

Arquivos para Download:
Compartilhando Êxitos - Cooperação Interfederativa HIV AIDS RS
1,14 MB

17 de MARÇO de 2017
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